REPERTÓRIO: Teatro & Dança – Ano 19 – Número 27 – 2016.2

Resumo: Frente a evolução dos formatos cênicos das últimas décadas, a curadoria em artes cênicas tem investido em um processo de contextualização das obras para o público, aqui compreendido como a função de mediação exercida pela curadoria.


Trazemos para este debate as práticas artísticas enfatizando a colaboração, no qual participantes se engajam no desenvolvimento de uma proposta comum, definindo conjuntamente temas e métodos para uma determinada ação e a construção de seus formatos. Neste sentido, o curador mediador colaborador seria aquele que trabalharia junto a outros agentes sociais de maneira a construir conjuntamente os modos de apresentação das obras ou projetos em artes cênicas, em uma relação de corresponsabilidade. Atentos ao pressuposto da emancipação sugerido por Jacques Rancière, o processo de construção de uma prática curatorial é um exercício de alteridades, deslocamentos constantes entre as posições usualmente estabelecidas entre os envolvidos. Neste sentido, a prática curatorial precisa questionar suas próprias convenções para dar lugar ao acontecimento, ou melhor, conjugar realidades e ficções de si mesma para reinventar-se.

Palavras-chave: Curadoria. Artes Cênicas. Colaboração. Mediação. Emancipação

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